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TEXTO 1
NÃO MORRA NA HORA ERRADA
Tratamentos que mais se beneficiam da detecção precoce por IA, 2024*
(em porcentagem das respostas de empresas de saúde nos EUA)

* FEV.MAR
**DPOC: Grupo de doenças respiratórias caracterizadas pela obstrução de forma permanente do fluxo de ar nos pulmões. Esse grupo inclui a bronquite crônica e o enfizema pulmonar.
(Adaptado de: A inteligência artificial vem melhorando os diagnósticos há tempos, mas agora o campo se expandiu. The economist. (Disponível em: <https://www.estadao.com.br)
TEXTO 2
Em 2019, um estudo descobriu que um algoritmo clínico usado por muitos hospitais para decidir quais pacientes precisavam de atendimento apresentava viés racial pacientes negros precisavam ser considerados muito mais doentes do que pacientes brancos para receberem a mesma recomendação de tratamento. Isso ocorreu porque o algoritmo havia sido treinado com base em dados anteriores sobre gastos com saúde. Como pacientes negros gastavam menos com saúde devido a barreiras financeiras e de acesso, o algoritmo erroneamente interpretou que eles eram mais saudáveis. Embora o viés desse algoritmo tenha sido eventualmente detectado e corrigido, o incidente levanta a questão de quantas outras ferramentas clínicas e médicas podem ser igualmente discriminatórias.
(Adaptado de: GRANT, Crystal. “Algoritmos estão tomando decisões sobre cuidados de saúde, o que pode agravar o racismo médico”.
Disponível em: <https://www.aclu.org)
TEXTO 3
É o fator humano a experiência que deve nortear o dia a dia do médico e nele a questão ética. Ignorar este imenso universo em troca da conclusão diagnóstica apresentada por uma lA é entrar no obscuro de sua caixa preta. A entrada neste sistema com milhões de arquivos, bancos de dados gigantescos e de diferentes origens, milhares de programadores e usuários de IA, traz para o produto final a possibilidade de agregar uma grande ajuda, mas também de estar produzindo cenários alucinados e conduzindo o médico a erros, muitas vezes causados por regras estabelecidas pelo programador (os algoritmos) de forma errônea ou maliciosa.
Também é onde estão os desafios éticos, relacionados à privacidade e confidencialidade, ao risco de enviesamento que corrompe a trilha de equidade e traz desafios à transparência e à clareza do racional. Como garantir a proteção de dados do paciente contra acessos não autorizados? Como evitar discriminações e garantir que não estamos lidando com resultados que, no final, ampliam a iniquidade? Como assegurar que os processos e decisões complexas dos sistemas sejam compreensíveis para profissionais de saúde e pacientes?
(Adaptado de: MADEIRA. Sérgio. “Inteligência artificial não substitui médico e deve ser usada com ética”. Disponível em:
<https://veja.abril.com.br)
TEXTO 4
A IA tem se mostrado altamente eficaz no diagnóstico médico e na detecção de doenças, ajudando os profissionais de saúde a identificar doenças com maior precisão e rapidez. Algoritmos de aprendizado de máquina podem analisar grandes quantidades de dados médicos, como exames de imagem, históricos clínicos e resultados de testes laboratoriais, e fornecer insights valiosos para os médicos. Isso possibilita a detecção precoce de doenças, como câncer, doenças cardíacas e distúrbios neurológicos, aumentando as chances de tratamento eficaz e melhores resultados para os pacientes.
A IA permite o desenvolvimento de abordagens de medicina personalizada, levando em consideração características genéticas, histórico médico individual e outros fatores relevantes para a prescrição de tratamentos específicos. Algoritmos de IA podem analisar dados de pacientes e identificar padrões que ajudam a determinar quais terapias são mais eficazes para condições específicas, otimizando o tratamento e reduzindo efeitos colaterais indesejados.
(Adaptado de: LANDI JÚNIOR, Osvaldo. “O uso da inteligência artificial na saúde: avanços e desafios”. Revista Medicina S/A.
Disponível em: https://medicinasa.com.br)
Considerando os textos acima, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema:
O uso da inteligência artificial (IA) no diagnóstico médico: vantagens e desafios
A proposta de redação da Puccamp instigou os candidatos a refletirem sobre o impacto da inteligência artificial aplicada à medicina, especialmente no campo dos diagnósticos. Trata-se de um tema atual e interdisciplinar, que exige do estudante não apenas compreensão tecnológica básica, mas também capacidade de articular dimensões éticas, sociais e científicas em torno dessa questão.
O comando apresentado no enunciado delimita bem o enfoque: o texto deve discutir tanto as vantagens quanto os desafios do uso da IA, o que requer uma abordagem equilibrada na argumentação, sem restringir-se a apenas um dos pontos de vista. Assim, a redação deve ir além da simples descrição de avanços tecnológicos, buscando um olhar crítico e humanizado sobre o papel da tecnologia na saúde.
No Texto 1, o gráfico apresenta dados que evidenciam como as áreas médicas que mais se beneficiam da detecção precoce por IA. Conectado à parte das “vantagens” sugerida no tema, o texto enfatiza as vantagens práticas e mensuráveis do uso da inteligência artificial, esclarecendo sua contribuição para diagnósticos mais rápidos e precisos. Esses dados poderiam ser utilizados na redação para sustentar a eficiência da IA e sua importância na medicina preventiva, no sentido de um avanço que salva vidas e otimiza recursos hospitalares.
O Texto 2, por sua vez, contribui para a discussão com um aspecto crítico: o risco de discriminação e injustiça algorítmica. Mais especificamente, o texto mostra que os sistemas de IA, ao aprenderem com dados enviesados, podem reproduzir preconceitos estruturais da sociedade, como o racismo. Esse exemplo poderia embasar a parte dos “desafios” sugeridos no tema, principalmente no que diz respeito à ética, equidade e confiabilidade da inteligência artificial na saúde.
Seguindo a linha de abordagem crítica, o Texto 3 amplia a discussão ética, alertando que a tecnologia deve complementar, e não substituir, o julgamento humano. Esse texto indica alguns riscos, como a perda de privacidade de dados, a falta de transparência dos algoritmos (“caixa preta”) e o perigo de decisões automatizadas sem supervisão crítica. A partir disso, o candidato poderia reforçar a ideia de que a presença e o discernimento do médico são insubstituíveis, mesmo diante de ferramentas tecnológicas avançadas.
Por fim, o Texto 4 é o contraponto otimista: enfatiza a eficácia da IA na medicina personalizada, a rapidez nos diagnósticos e a redução de erros. Com as informações apresentadas, o candidato poderia embasar o argumento das “vantagens”, mencionando a capacidade dos algoritmos de analisar grandes volumes de dados e detectar padrões invisíveis ao olhar humano. Essa abordagem pode ser útil para reforçar a ideia de que a tecnologia representa um salto qualitativo no tratamento de doenças e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
De maneira geral, com essa coletânea, foi possível reconhecer o potencial transformador da inteligência artificial, mas também seus limites éticos e humanos. A partir disso, o candidato deveria adotar uma abordagem bilateral, desenvolvendo tanto as vantagens quanto os desafios, escolhendo um desses lados como o preponderante para sustentar uma tese mais crítica e mais clara no entendimento sobre os efeitos da IA no campo dos diagnósticos médicos.
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