Questão 2 - Prova Geral Medicina - PUC Campinas 2026

Gabarito

  • Questão ativa

  • Já visualizadas

  • Não visualizadas

  • Resolução pendente

  • ANL

    Questão anulada

  • S/A

    Sem alternativas

Questão 2

Objetiva
2

Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto a seguir.

Inteligência Artificial (IA) e escritura criativa

     A IA generativa, essa que parece criar e fazer tudo o que homem faz, torna provável que ninguém precise escrever mais nada. Agora que robôs imitam cada vez melhor a escrita humana, vamos supor que, num dos futuros possíveis desse tempo de incertezas e oportunidades criado pela inteligência artificial, o texto artesanal produzido por criaturas vivas ganhe um valor novo 􀀐 o de lugar de resistência do velho humanismo.
    Otimismo excessivo? Acho que não. A IA generativa torna provável que a quase totalidade da espécie já não escreva mais nada em breve, terceirizando para a máquina todas as tarefas textuais do dia a dia. Escrever é trabalhoso, afinal. Quem fará isso, se não for obrigado?
     Quem quiser, é claro. E quiser muito. Para esses malucos, vão se valorizar também traços do ato de escrever que até então a maioria de nós via como contratempos, pedágios a serem pagos (que remédio?) por quem quisesse chegar a um resultado textual decente.
     Um desses aborrecimentos é a insatisfação perpétua que parece estar no miolo do ofício de escrever criativamente, a julgar por depoimentos de escritores e escritoras de épocas e estilos variados. A essa sensação de insuficiência e incompletude podemos acrescentar a lentidão inerente ao processo de enfileirar palavras e a propensão ao arrependimento, à briga consigo mesmo. Robôs não sofrem de nada disso: são completos, rapidíssimos, seguros, íntegros. E aí mora a sua fraqueza.
    A escritora inglesa Zadie Smith deu certa vez o seguinte conselho a escritores iniciantes: “Tente ler seu próprio trabalho como um estranho o leria, ou melhor ainda, como um inimigo o leria”. Ótima dica, mas qual seria o sentido de exercitar de tal forma a crueldade consigo mesmo? O sentido é apenas o de crescer, escrever cada vez melhor. A erosão que a história da literatura provocou e provoca em seus relevos, prédios e monumentos deve ser incorporada pelo olhar crítico do autor que lê seu próprio trabalho. É por isso que existe o fenômeno desagradavelmente habitual da mudança drástica de opinião entre a noite eufórica em que se escreveualgo (“sou um gênio!”) e a manhã desencantada da sua leitura (“sou uma besta!”).

(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Folha de S. Paulo)

O otimismo excessivo referido na abertura do 2o parágrafo diz respeito

Alternativas

  1. A

    à possibilidade de ninguém mais precisar escrever nada que tenha valor.

  2. B

    ao incentivo que uma produção mais artesanal ganhará diante do avanço da IA.

  3. C

    à eliminação final de tudo o que provoca nos homens o sentimento da incerteza.

  4. D

    ao fato de que não mais será preciso suspeitar dos avanços decisivos da IA.

  5. E

    à inutilidade dos robôs quando se propõem a imitar o que os homens produzem.

Gabarito:
    B

A questão solicita do candidato uma análise do que o autor entende sobre “otimismo excessivo”, no início do segundo parágrafo do texto (“Otimismo excessivo? Acho que não.”). Ao final do primeiro parágrafo, o autor deixa explícita a ideia de que o texto artesanal ganhará mais valor: “o lugar de mais valor do velho humanismo”. Dessa forma, o “otimismo excessivo” refere-se à ideia de valorização de uma produção mais artesanal. 

2

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