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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente a relutância ou recusa em vacinar como uma das dez maiores ameaças para a saúde global. Com efeito, há evidências que ligam o crescimento de tais movimentos com surtos de doenças imunopreveníveis em áreas onde anteriormente tinham sido erradicadas. Os movimentos antivacina são tão antigos como as próprias vacinas, como demonstrado, por exemplo, pela famosa caricatura britânica que criticava a vacina contra a varíola de Jenner, que mostrava pessoas germinando partes bovinas dos seus corpos após serem vacinadas. Mas, em circunstâncias históricas anteriores, grande parte desta resistência podia ser atribuída à ignorância sobre as vacinas ou à sua eficácia. A existência de tais movimentos em países com populações altamente instruídas na véspera da terceira década do século XXI é mais difícil de compreender.
(Adaptado de: CAMARGO JR., Kenneth Rochel de. Lá vamos nós outra vez: a reemergência do ativismo antivacina na Internet. Cadernos de Saúde Pública. v. 36 n. 14, suplemento 2, 2020)
Em relação às redes sociais e ao fenômeno contemporâneo do ativismo antivacina na Internet,
os impactos negativos das mensagens falsas sobre a eficácia e os efeitos colaterais das vacinas restringem-se a pequenos grupos de pessoas, sendo, portanto, incapazes de afetar a saúde coletiva, ainda que desvirtuem o debate público.
quando desacompanhado de mecanismos de contestação e correção, o compartilhamento on-line de informações enganosas sobre as vacinas resulta em um ambiente de reforço positivo de conceitos e explicações equivocados, com inúmeros prejuízos para a saúde pública.
a criação e propagação de crenças e inverdades sobre a vacinação de crianças e adultos constituem práticas consolidadas na sociedade, não podendo, portanto, ser desmentidas pela ciência.
a adoção de campanhas de incentivo à vacinação e a divulgação de fontes seguras de informação são estratégias ineficazes no combate à propaganda antivacina nas mídias sociais, uma vez que o discurso negacionista tem maior receptividade do público em relação ao discurso científico.
as ações dos movimentos antivacina são incapazes de reverter o progresso alcançado no combate a doenças evitáveis por meio da vacinação, como o sarampo e a poliomielite, tendo em vista o acúmulo de conhecimentos científicos nessa área.
O texto informa sobre os efeitos negativos de campanhas antivacinas na saúde coletiva (aumento de “surtos de doenças imunopreveníveis em áreas onde anteriormente tinham sido erradicadas”) e chama a atenção para o fato de que movimentos que negam os efeitos das vacinas são antigos. Considerando essas informações, a alternativa A está incorreta, uma vez que a saúde coletiva é afetada pelos impactos de campanhas antivacina. A alternativa C está incorreta ao afirmar que tais campanhas não podem ser desmentidas pela ciência. Também está incorreta a alternativa D, uma vez que afirma que campanhas de incentivo à vacinação são ineficazes – essa ação, inclusive, é fundamental para combater a desinformação e aumentar o engajamento quanto à vacinação. A alternativa E está incorreta ao contrariar a ideia apresentada no texto de que as campanhas contra a vacinação têm afetado os avanços históricos no combate de doenças que podem ser prevenidas. Portanto, a alternativa B está correta.
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