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Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto a seguir.
Inteligência Artificial (IA) e escritura criativa
A IA generativa, essa que parece criar e fazer tudo o que homem faz, torna provável que ninguém precise escrever mais nada. Agora que robôs imitam cada vez melhor a escrita humana, vamos supor que, num dos futuros possíveis desse tempo de incertezas e oportunidades criado pela inteligência artificial, o texto artesanal produzido por criaturas vivas ganhe um valor novo o de lugar de resistência do velho humanismo.
Otimismo excessivo? Acho que não. A IA generativa torna provável que a quase totalidade da espécie já não escreva mais nada em breve, terceirizando para a máquina todas as tarefas textuais do dia a dia. Escrever é trabalhoso, afinal. Quem fará isso, se não for obrigado?
Quem quiser, é claro. E quiser muito. Para esses malucos, vão se valorizar também traços do ato de escrever que até então a maioria de nós via como contratempos, pedágios a serem pagos (que remédio?) por quem quisesse chegar a um resultado textual decente.
Um desses aborrecimentos é a insatisfação perpétua que parece estar no miolo do ofício de escrever criativamente, a julgar por depoimentos de escritores e escritoras de épocas e estilos variados. A essa sensação de insuficiência e incompletude podemos acrescentar a lentidão inerente ao processo de enfileirar palavras e a propensão ao arrependimento, à briga consigo mesmo. Robôs não sofrem de nada disso: são completos, rapidíssimos, seguros, íntegros. E aí mora a sua fraqueza.
A escritora inglesa Zadie Smith deu certa vez o seguinte conselho a escritores iniciantes: “Tente ler seu próprio trabalho como um estranho o leria, ou melhor ainda, como um inimigo o leria”. Ótima dica, mas qual seria o sentido de exercitar de tal forma a crueldade consigo mesmo? O sentido é apenas o de crescer, escrever cada vez melhor. A erosão que a história da literatura provocou e provoca em seus relevos, prédios e monumentos deve ser incorporada pelo olhar crítico do autor que lê seu próprio trabalho. É por isso que existe o fenômeno desagradavelmente habitual da mudança drástica de opinião entre a noite eufórica em que se escreveualgo (“sou um gênio!”) e a manhã desencantada da sua leitura ("sou uma besta!").
(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Folha de S. Paulo)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
terceirizando para a máquina todas as tarefas (2° parágrafo) = transferindo para o computador os encargos todos.
A IA generativa torna provável (2° parágrafo) = Genericamente, a IA torna possível.
pedágios a serem pagos (3° parágrafo) = etapas a serem ressarcidas.
Um desses aborrecimentos é a insatisfação perpétua (4° parágrafo) = tais como malogros que ocorrem aleatoriamente.
a lentidão inerente ao processo (4° parágrafo) = a morosidade gradualmente processada.
A questão solicita que o candidato, por meio do domínio do léxico da Língua Portuguesa e da leitura adequada do contexto em que as frases destacadas nas alternativas se encontram no texto, reconheça aquela que, ao ser reescrita, preserva o seu sentido. Isso ocorre apenas no item A, em que “terceirizar as tarefas”, ou seja, delegar a outrem o trabalho, é transformado em “transferir os encargos”, enquanto “máquina” é substituído pelo seu sinônimo “computador".
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