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Leia o trecho a seguir, presente na Crítica da Razão Pura, em que Kant resume o processo necessário anterior à toda constituição de um conhecimento segundo sua Analítica Transcendental.
O primeiro elemento que nos tem que ser dado a priori para o conhecimento de todos os objetos é o múltiplo da intuição pura; a síntese deste múltiplo, mediante a capacidade da imaginação, constitui o segundo elemento, mas sem dar ainda um conhecimento. Os conceitos que dão unidade a esta síntese pura, e que consistem apenas na representação desta unidade sintética necessária, constituem o terceiro elemento para o conhecimento de um objeto que vem diante de nós e repousam no entendimento.
(Adaptado de: KANT, I. Crítica da razão pura. Trad. por Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger. São Paulo: Abril Cultural, [1787] 1987, A78-9/B104)
A contribuição fundamental dos conceitos puros do entendimento (as categorias) para a formação de um objeto de conhecimento, segundo a filosofia transcendental, é:
Fornecer o múltiplo da intuição pura, que é a matéria-prima do conhecimento.
Conceder à imaginação a capacidade de realizar a síntese do múltiplo da intuição.
Dar unidade e ordenar a síntese realizada pela imaginação, constituindo o terceiro elemento essencial para o conhecimento de um objeto.
Atuar como a representação passiva de um objeto, tornando-se a matéria-prima do conhecimento.
Permitir que o objeto seja representado no espaço e no tempo, que são as formas puras da intuição.
Kant descreve as categorias do entendimento como conceitos puros que possibilitam transformar as percepções sensíveis em conhecimento objetivo, pois organizam e unificam o que é dado pelos sentidos sob formas conceituais (universais). Sem essas categorias, a experiência seria apenas um conjunto desordenado de sensações, sem possibilidade de conhecimento. Assim, as categorias surgem como condições a priori, que impulsionam o conhecimento – uma estrutura racional que possibilita pensar e compreender os objetos da experiência.
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