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Atenção: Para responder a questão de número 15, considere o texto “Inteligência Artificial (IA) e escritura criativa”.
Inteligência Artificial (IA) e escritura criativa
A IA generativa, essa que parece criar e fazer tudo o que homem faz, torna provável que ninguém precise escrever mais nada. Agora que robôs imitam cada vez melhor a escrita humana, vamos supor que, num dos futuros possíveis desse tempo de incertezas e oportunidades criado pela inteligência artificial, o texto artesanal produzido por criaturas vivas ganhe um valor novo o de lugar de resistência do velho humanismo.
Otimismo excessivo? Acho que não. A IA generativa torna provável que a quase totalidade da espécie já não escreva mais nada em breve, terceirizando para a máquina todas as tarefas textuais do dia a dia. Escrever é trabalhoso, afinal. Quem fará isso, se não for obrigado? Quem quiser, é claro. E quiser muito. Para esses malucos, vão se valorizar também traços do ato de escrever que até então a maioria de nós via como contratempos, pedágios a serem pagos (que remédio?) por quem quisesse chegar a um resultado textual decente.
Um desses aborrecimentos é a insatisfação perpétua que parece estar no miolo do ofício de escrever criativamente, a julgar por depoimentos de escritores e escritoras de épocas e estilos variados. A essa sensação de insuficiência e incompletude podemos acrescentar a lentidão inerente ao processo de enfileirar palavras e a propensão ao arrependimento, à briga consigo mesmo. Robôs não sofrem de nada disso: são completos, rapidíssimos, seguros, íntegros. E aí mora a sua fraqueza.
A escritora inglesa Zadie Smith deu certa vez o seguinte conselho a escritores iniciantes: “Tente ler seu próprio trabalho como
um estranho o leria, ou melhor ainda, como um inimigo o leria”. Ótima dica, mas qual seria o sentido de exercitar de tal forma a crueldade consigo mesmo? O sentido é apenas o de crescer, escrever cada vez melhor. A erosão que a história da literatura provocou e provoca em seus relevos, prédios e monumentos deve ser incorporada pelo olhar crítico do autor que lê seu próprio trabalho. É por isso que existe o fenômeno desagradavelmente habitual da mudança drástica de opinião entre a noite eufórica em que se escreveu algo (“sou um gênio!”) e a manhã desencantada da sua leitura ("sou uma besta!").
(Adaptado de: RODRIGUES, Sraérgio. Folha de S. Paulo)
A melhor tradução em inglês para Tente ler seu próprio trabalho como um estranho o leria, ou melhor ainda, como um inimigo o leria é:
Try to read your proper work like a stranger would read it, or better still, as an enemy reads it.
Try reading your own work like a stranger would read it, or better still, like an enemy would read it.
Try to read your proper paper as a foreigner reads it, or still better, as an enemy reads it.
Attempt to read your own paper like a foreigner, or better yet, like an enemy.
Attempt reading your own work like a stranger, yet still better, as an enemy will.
A melhor tradução para a frase “Tente ler seu próprio trabalho como um estranho o leria, ou melhor ainda, como um inimigo o leria” é "Try reading your own work like a stranger would read it, or better still, like an enemy would read it".
As alternativas A e C trazem a tradução de "próprio" como "proper", que tem função diferente na língua inglesa. Já as alternativas D e E utilizam a palavra "atempt" como "tentar", entretanto "try" funciona melhor neste caso.
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