Questão 7 - Prova Geral Medicina - PUC Campinas 2026

Gabarito

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  • Resolução pendente

  • ANL

    Questão anulada

  • S/A

    Sem alternativas

Questão 7

Objetiva
7

Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto a seguir.

Inteligência Artificial (IA) e escritura criativa

     A IA generativa, essa que parece criar e fazer tudo o que homem faz, torna provável que ninguém precise escrever mais nada. Agora que robôs imitam cada vez melhor a escrita humana, vamos supor que, num dos futuros possíveis desse tempo de incertezas e oportunidades criado pela inteligência artificial, o texto artesanal produzido por criaturas vivas ganhe um valor novo 􀀐 o de lugar de resistência do velho humanismo.
    Otimismo excessivo? Acho que não. A IA generativa torna provável que a quase totalidade da espécie já não escreva mais nada em breve, terceirizando para a máquina todas as tarefas textuais do dia a dia. Escrever é trabalhoso, afinal. Quem fará isso, se não for obrigado?
     Quem quiser, é claro. E quiser muito. Para esses malucos, vão se valorizar também traços do ato de escrever que até então a maioria de nós via como contratempos, pedágios a serem pagos (que remédio?) por quem quisesse chegar a um resultado textual decente.
     Um desses aborrecimentos é a insatisfação perpétua que parece estar no miolo do ofício de escrever criativamente, a julgar por depoimentos de escritores e escritoras de épocas e estilos variados. A essa sensação de insuficiência e incompletude podemos acrescentar a lentidão inerente ao processo de enfileirar palavras e a propensão ao arrependimento, à briga consigo mesmo. Robôs não sofrem de nada disso: são completos, rapidíssimos, seguros, íntegros. E aí mora a sua fraqueza.
    A escritora inglesa Zadie Smith deu certa vez o seguinte conselho a escritores iniciantes: “Tente ler seu próprio trabalho como um estranho o leria, ou melhor ainda, como um inimigo o leria”. Ótima dica, mas qual seria o sentido de exercitar de tal forma a crueldade consigo mesmo? O sentido é apenas o de crescer, escrever cada vez melhor. A erosão que a história da literatura provocou e provoca em seus relevos, prédios e monumentos deve ser incorporada pelo olhar crítico do autor que lê seu próprio trabalho. É por isso que existe o fenômeno desagradavelmente habitual da mudança drástica de opinião entre a noite eufórica em que se escreveualgo (“sou um gênio!”) e a manhã desencantada da sua leitura ("sou uma besta!").

(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Folha de S. Paulo)

É plenamente adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas

  1. A

    Deve ser máximo o rigor do qual deve um escritor obrigar-se em seu ofício.

  2. B

    A criatividade da linguagem é o recurso aonde mais deve se aplicar um artista.

  3. C

    O reconhecimento público com que um escritor faça jus decorrerá de seus méritos.

  4. D

    A atuação dos robôs na arte é uma iniciativa de cuja muitos artistas discordam.

  5. E

    Um bom escritor conta com recursos criativos de que sua linguagem não pode abrir mão.

Gabarito:
    E

A questão solicitava que o candidato analisasse períodos compostos com uso de pronome relativo, identificando a alternativa em que a regência do verbo da oração subordinada fosse adequadamente empregada. O uso correto ocorre apenas na alternativa E, na qual a preposição “de” – regida pela expressão “abrir mão” – foi adequadamente utilizada com o pronome “que”, cujo referente é “recursos criativos”.

7

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