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“O mais ousado projeto desenvolvido pelo homem depois do Apollo”, o conjunto de missões espaciais coordenadas pela NASA, a agência espacial norte-americana, entre 1961 e 1972. Era assim que, em 23 de outubro de 1976, a revista Manchete descrevia, com o ufanismo da época, o projeto RadamBrasil. Implementado em 1975, o RadamBrasil era uma extensão do projeto Radam, sigla de Radar na Amazônia, criado cinco anos antes, e dava início a uma missão ainda mais audaciosa: mapear todo o território brasileiro e seus recursos naturais. Os relatórios técnicos e mapas do projeto RadamBrasil foram reunidos nos 38 volumes da série Levantamento de recursos naturais, disponíveis na biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As imagens de radar, impressas originalmente em papel comum e fotográfico, foram digitalizadas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio do projeto Radam – D, a partir de 2004.
(Suzel Tunes. https://revistapesquisa.fapesp.br, 17.05.2025. Adaptado.)
No exercício do sensoriamento remoto, diferentes sensores podem ser utilizados. A opção pelo uso do radar no projeto RadamBrasil, conforme mencionado no excerto, é explicada pela
dimensão continental do Brasil, característica que demandou radares operando com frequências na faixa da luz visível para otimizar os recursos financeiros empregados.
grande distância em relação ao solo dos voos civis no Brasil, condição que prejudicaria a nitidez das imagens em sensores ópticos eletromagnéticos.
rapidez no processamento das imagens geradas, condição que dispensou revelações fotográficas com sensores operando com frequências na faixa da luz visível.
diversidade de macroformas do relevo ao longo do território brasileiro, característica que impediria o uso de sensores ópticos pela variação na distância focal.
alta nebulosidade em parcelas do território brasileiro, característica que traria dificuldades de registro em sensores que não operam com ondas eletromagnéticas.
O projeto RadamBrasil, voltado ao mapeamento do território e dos recursos naturais, utilizou o radar como sensor principal no sensoriamento remoto. A escolha desse equipamento se justifica pela alta nebulosidade presente em diversas regiões do Brasil, que dificultaria a captação de imagens por sensores ópticos, dependentes da luz visível. Dessa forma, o radar, ao captar ondas eletromagnéticas, possibilitou o registro contínuo e confiável de dados geográficos e ambientais, independentemente das condições climáticas, garantindo a precisão e a abrangência do levantamento territorial.
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