Fique por dentro das novidades
Inscreva-se em nossa newsletter para receber atualizações sobre novas resoluções, dicas de estudo e informações que vão fazer a diferença na sua preparação!
Questão ativa
Já visualizadas
Não visualizadas
Resolução pendente
Questão anulada
Sem alternativas

Para responder às questões 18 e 19, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

(Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)
Em 1968, o próprio Drummond reuniu, no livro intitulado Uma pedra no meio do caminho: biografia de um poema, centenas de comentários — tanto de enaltecimento quanto de repúdio — sobre o seu poema. Na apresentação desse livro, o crítico literário Arnaldo Saraiva anotou:
Trata-se de um poema de apenas dez versos. Mas alguns dos versos são exatamente iguais: versos 1, 4 e 10; versos 2 e 9; versos 3 e 8, o que praticamente reduz a seis o número de versos “válidos”. Se bem atentarmos, porém, verificaremos que os versos 2, 3, 7, 8 e 9 não são mais do que a repetição em ordem inversa do verso 1, ou a repetição de
“metade” desse mesmo verso (o que, aliás, também ocorre no verso 7 em relação ao verso 5), pelo que o valor lógico do poema caberia todo em apenas três versos.
(Arnaldo Saraiva apud Carlos Drummond de Andrade. Uma pedra
no meio do caminho: biografia de um poema, 2010. Adaptado.)
A se considerar apenas seu “valor lógico”, o poema assumiria a seguinte configuração:





Se eliminarmos as repetições do poema “No meio do caminho”, o “valor lógico” da sua mensagem pode ser resumida em três versos, que são “No meio do caminho tinha uma pedra / Nunca me esquecerei desse acontecimento / na vida das minhas retinas tão fatigadas”. Considerando o código de cores utilizado, a configuração da alternativa D é a única que corresponde a esses três versos.
Inscreva-se em nossa newsletter para receber atualizações sobre novas resoluções, dicas de estudo e informações que vão fazer a diferença na sua preparação!