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Edward Jenner formou-se em Medicina em Londres, e logo em seguida retornou à Berkeley, sua cidade natal, nos Estados Unidos, onde realizou experimentos relativos à varíola, na época uma das doenças mais temidas pela humanidade. Ao observar que pessoas que ordenhavam vacas não contraíam a varíola, desde que tivessem adquirido a forma animal da doença, Jenner extraiu o pus da mão de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e o inoculou em um menino saudável, James Phipps, de oito anos, em 04 de maio de 1796. O menino contraiu a doença de forma branda e logo ficou curado. Em 1º de julho de 1796, Jenner inoculou no mesmo menino líquido extraído de uma pústula de varíola humana. James não contraiu a doença, o que significava que estava imune à varíola.
(www.ccms.saude.gov.br. Adaptado.)
Considerando os experimentos mencionados no excerto, verifica-se que os vírus que causam a varíola humana e a varíola bovina
induzem os plasmócitos a formarem antígenos quimicamente semelhantes.
apresentam metabolismos semelhantes ao induzirem a produção de anticorpos análogos.
apresentam origem evolutiva próxima e possuem antígenos semelhantes.
provocam a resposta imunológica inata por meio da ação dos linfócitos B.
possuem RNAs diferentes e proteínas semelhantes na superfície dos capsídeos.
Devido ao parentesco filogenético próximo, as proteínas (antígenos) do capsídeo e de envelope dos vírus que causam a varíola humana e a varíola bovina possuem grande semelhança estrutural. Ao ser inoculado com o vírus bovino, o sistema imune do menino produziu anticorpos e células de memória específicos para os antígenos daquela versão. Como os antígenos da varíola humana são estruturalmente muito parecidos, esses mesmos anticorpos e células de memória pré-existentes foram capazes de reconhecer, ligar-se e neutralizar o vírus humano na segunda inoculação, garantindo a imunidade.
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