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O governo estadunidense criou os primeiros embaraços para a Copa do Mundo de 2026 antes de o campeonato ter início. O árbitro somali Omar Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos (EUA). Artan era um dos três árbitros africanos escalados para apitar na Copa. Eleito o melhor do continente em 2025, viu seu “maior sonho” ruir no aeroporto de Miami. Detido por 11 horas, foi obrigado a embarcar de volta para a Turquia. Antes, o Irã informou que os ingressos destinados a seus torcedores foram cancelados, mesmo para quem tenha visto americano. A equipe iraniana jogou em Los Angeles e Seattle na primeira fase, mas recebeu ordens para se hospedar no México. Os atletas tiveram que entrar e sair dos EUA a cada partida.
(https://oglobo.globo.com, 10.06.2026. Adaptado.)
A situação descrita no excerto evidencia a
utilização de grandes eventos esportivos como instrumentos de aproximação entre países.
interdição à participação de seleções de países antidemocráticos.
permanência de tratamentos desiguais associados à nacionalidade dos envolvidos.
ampliação da autonomia das entidades esportivas diante das decisões governamentais.
consolidação de normas internacionais voltadas à livre mobilidade de atletas e torcedores.
A situação descrita o texto expõe a negativa de entrada estadunidense ao árbitro somali Omar Artan bem como restrições de acesso a torcida iraniana e a seleção iraniana de futebol no território dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026.
Tais situações evidenciam as políticas estadunidenses de controle ao acesso do território de seu país bem como de tratamento desigual a cidadãos com origem em países específicos tais como Irã, Haiti, Somália, Senegal, República do Congo, Nigéria, Cuba entre outros; com a justificativa de motivos de segurança nacional.
No caso específico da Copa do Mundo de 2026, as restrições e banimento ao acesso dos EUA diminuíram a autonomia da FIFA (entidade esportiva que organizou o eventos) e impuseram restrições à livre circulação de atletas e torcedores resultando, entre outros episódios, na impedição do árbitro Somali de atuar no mundial e na mudança de hospedagem da seleção iraniana para o território mexicano ainda que sem a impedição de sua participação no mundial.
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