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O quilombo não era só um lugar transitório e improvável; tampouco era apenas desobediente às coordenadas estabelecidas, do lado de cá, pela ordem escravista e, do lado de lá, pelo isolamento absoluto. Na prática, é possível que a experiência dos quilombos tenha construído um lugar radicalmente novo no panorama político, capaz de conciliar, em igual medida, resistência e negociação, rejeição e convivência [...].
(Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling. Brasil, uma biografia, 2018.)
Os quilombos, no Brasil colonial, representaram uma experiência de
As comunidades quilombolas podem ser entendidas como uma forma de resistência dos escravizados ao sistema escravista. Consistiam na formação de agrupamentos populacionais afastados das regiões produtoras vinculadas aos sistemas econômicos dominantes, com modelos próprios de subsistência. Esses agrupamentos, entretanto, mantinham relações sociais e econômicas regulares com as áreas próximas, como, por exemplo, por meio da troca de excedentes.
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