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Em 1923, foi criada a Comissão Melhoramentos do Rio Tietê, encabeçada pelo principal engenheiro sanitarista do Brasil na época, Saturnino de Brito. Os estudos da comissão estabeleceram que a retificação encurtaria o trajeto do rio em cerca de 20 quilômetros, caindo dos sinuosos 46 quilômetros para cerca de 25. O ganho de área seria imenso: cerca de 25 milhões de metros quadrados de superfície. A proposta de Saturnino previa também a formação de dois lagos, para a contenção de eventuais excedentes de águas, um à altura da atual Ponte das Bandeiras e a destinação de 30% do território das várzeas a parques. Com isso, segundo seu relatório, ainda restaria um saldo de 17 milhões de metros quadrados para construções, o equivalente a 200 estádios do Morumbi.
(Camilo Rocha. www.nexojornal.com.br, 24.01.2016. Adaptado.)
O projeto de Saturnino de Brito para o Rio Tietê, na cidade de São Paulo, foi recusado, dentre outros motivos, por interesses...
O texto descreve o plano de Saturnino de Brito para a retificação do Rio Tietê e o consequente ganho de uma imensa área nas várzeas. O projeto foi recusado principalmente devido aos interesses do mercado imobiliário e econômico, que viam nos terrenos marginais uma oportunidade altamente lucrativa para loteamento e exploração comercial.
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