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Recentemente, políticos e personalidades têm debatido no Brasil a proposta de fim da jornada 6x1 (seis dias de trabalho por um de descanso), visando a reduzir o tempo total que o trabalhador permanece à disposição do empregador. Nas Seções III e IV do Livro I de O Capital, Karl Marx distingue duas formas fundamentais de ampliar a exploração da força de trabalho: a produção do mais-valor absoluto e a do mais-valor relativo. Considerando as categorias marxianas, a manutenção da jornada 6x1 e a resistência do setor patronal à sua redução fundamentam-se na lógica econômica da busca
do aumento do mais-valor relativo, uma vez que a permanência do trabalhador por seis dias na empresa garante que a máquina nunca fique ociosa, independentemente da velocidade da produção.
da preservação do mais-valor absoluto, que se baseia no prolongamento da jornada semanal de trabalho para além do tempo de trabalho necessário, garantindo ao capital uma massa maior de mais-trabalho.
da aplicação do mais-valor relativo, pois a escala 6x1 é tratada como uma inovação na organização social do trabalho que, por si só, revoluciona as condições técnicas e aumenta a produtividade sem esforço adicional.
da geração de mais-valor relativo por meio do prolongamento da jornada de trabalho para além do tempo de trabalho necessário, sob a premissa de que a escala 6x1 permite otimizar a produtividade semanal ao longo de seis dias consecutivos.
da eliminação da taxa de exploração, pois a folga semanal garantida no modelo 6x1 compensa integralmente o mais-trabalho realizado nos outros seis dias, equilibrando a troca de equivalentes no mercado.
Considerando as categorias marxianas, a manutenção da jornada de trabalho 6x1 e a resistência do setor patronal à sua redução evidenciam uma relação direta com o conceito de mais-valia absoluta, desenvolvido por Karl Marx em seu materialismo histórico-dialético. Tal conceito refere-se à exploração do trabalho, uma vez que o aumento da jornada de trabalho sem o correspondente aumento da remuneração implica maior exploração econômica da força de trabalho do empregado e ganhos substanciais para o empregador. Dessa forma, evidencia-se o interesse econômico do setor patronal na manutenção da escala 6x1, dentro da lógica capitalista de obtenção de maiores lucros.
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