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Estudos conduzidos em centenas de municípios da Amazônia brasileira, ao longo de quase duas décadas, associaram o desmatamento à elevação da incidência da malária. A fragmentação florestal forma bordas de mata com poças parcialmente sombreadas e temperaturas mais elevadas, condições que favorecem a proliferação do mosquito Anopheles darlingi, principal vetor da malária na região. A perda de habitat também aproxima animais silvestres, hospedeiros de diversos patógenos, das áreas ocupadas por populações humanas.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre ecologia de doenças infecciosas, é correto afirmar:
A elevação da incidência de malária em áreas desmatadas resulta da liberação do protozoário Plasmodium pelo solo florestal recém-exposto, que passa a infectar mosquitos do gênero Anopheles ao se acumular nas poças formadas em áreas abertas após as chuvas.
A maior incidência de malária em áreas desmatadas decorre da migração do Anopheles darlingi a partir do interior da floresta densa, onde a temperatura é maior e há menor disponibilidade de água, em direção às áreas abertas onde estão os hospedeiros humanos.
A transmissão de patógenos de animais silvestres para seres humanos depende do contato físico direto entre o hospedeiro infectado e a pessoa suscetível, situação em que o desmatamento eleva o risco ao favorecer a manipulação de animais e o consumo de carne de caça.
A conservação de florestas íntegras pode reduzir a transmissão de doenças como a malária, pois ambientes com maior diversidade ecológica tendem a limitar a proliferação de espécies vetoras e a diminuir as oportunidades de contato entre patógenos de origem animal e populações humanas.
O efeito do desmatamento sobre a incidência de malária na Amazônia decorre principalmente da abertura de clareiras na mata, elevando a temperatura das poças, fator que estimula a proliferação e o desenvolvimento do Plasmodium na água.
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