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Em 1925, o regime fascista italiano lançou a “Batalha do Trigo”, programa de modernização agrária baseado na substituição das variedades tradicionais de trigo por cultivares “de elite”, desenvolvidas por meio do melhoramento genético. Nas palavras de Mussolini, o objetivo era "libertar o povo intaliano da escravidão do pão estrangeiro". A estratégia obteve resultados expressivos no norte do país, onde as condições ambientais e econômicas eram mais favoráveis, mas fracassou no sul semiárido e pobre, onde os agricultores resistiram às novas variedades e preservaram suas sementes e formas tradicionais de cultivo. Essa resistência levou à formulação de abordagens alternativas, especialmente o desenvolvimento, financiado pelo Estado, de estratégias de "adaptação profunda", que valorizavam a agrobiodiversidade local em vez de substituí-la. A "Revolução Verde" fascista não foi, portanto, um bloco homogêneo de soluções: ela se desdobrou de forma desigual e contraditória, diferente do que normalmente encontramos na Revolução Verde do pós Segunda Guerra Mundial.
(Adaptado de SOLLAI, M; The fasdst Green Revolution. Plants, People, Planet, v. 6, n. 5, p. 1094-1103, 2024. https://doi.org/10.1002/ooo3.10386.)
Com base no texto de Sollai (2024) e nos conhecimentos históricos sobre outros processos de transformação nos modos de produção no campo, é correto afirmar que
a "Batalha do Trigo" fascista e a "Revolução Verde" do pós-Segunda Guerra Mundial caracterizaram-se pela aplicação relativamente padronizada de estratégias de modernização agrícola em diferentes contextos regionais.
a "Revolução Verde" do pós-guerra diferenciou-se da "Batalha do Trigo" por não utilizar pesquisas científicas e técnicas de melhoramento genético para ampliar a produção agrícola.
o projeto de modernização agrícola fascista encontrou resistência em determinadas regiões da Itália, levando o Estado a desenvolver estratégias alternativas adaptadas às condições locais.
a resistência dos agricultores do sul da Itália ocorreu porque o regime fascista abandonou os projetos de modernização agrícola nas regiões economicamente menos desenvolvidas do país.
A questão aborda a chamada “Batalha do Trigo”, política de modernização agrícola implementada pelo regime fascista italiano, em 1925, com o objetivo de aumentar a produção nacional e reduzir a dependência da importação de alimentos. Conforme apontado pelo texto, embora o programa tenha apresentado resultados positivos no norte da Itália, encontrou resistência entre os agricultores do sul, onde as condições ambientais e econômicas dificultavam a adoção das novas variedades de trigo. Diante disso, o Estado passou a financiar estratégias alternativas de cultivo, adaptadas às condições locais, como afirma a alternativa C, contrariando a ideia de abandono da modernização agrícola nessas regiões, apresentada na alternativa D. A questão também estabelece uma comparação com a Revolução Verde do pós-Segunda Guerra Mundial, caracterizada pela difusão de tecnologias agrícolas, o que torna incorreta a alternativa B. Diferentemente do que afirma a alternativa A, o texto destaca justamente o caráter desigual e contraditório da modernização agrícola promovida pelo regime fascista, em contraste com a maior padronização das estratégias adotadas na Revolução Verde do pós-guerra.
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