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Os eventos extremos de chuva aumentaram nos últimos anos conforme apontam inúmeros estudos científicos. Tem-se observado que o volume de chuvas é similar em alguns pontos, mas a forma como ocorrem em suas intensidades (volume por tempo) foi modificada. Observe a figura a seguir que representa um perfil topo-pluviométrico (variação da chuva em função do relevo) da Ilha de São Sebastião (Ilhabela, SP), no litoral norte do Estado.

Disponível em: https://doi.org/10.5380/abclima.v9i0.27516 (Adaptado).
Com base em seus conhecimentos sobre a dinâmica climática regional, aspectos do relevo local e interpretação da figura, é possível concluir:
O Litoral Norte do Estado de São Paulo é marcado por extensas planícies costeiras que favorecem a ocorrência de chuvas orográficas intensificando os eventos climáticos extremos, com valores de chuva da ordem de 1.758,0 mm no setor leste.
O perfil evidencia o papel do relevo no processo de formação das chuvas, indicando que a vertente a sotavento é mais úmida que a vertente a barlavento, com valores ultrapassando os 4.371,7 mm anuais nesta vertente.
Os ventos úmidos vindos de oeste, conforme indicado na figura e carregados de umidade, auxiliam na manutenção de totais elevados de precipitação, na ocorrência de eventos extremos e na formação das chuvas orográficas.
Essa região é marcada por eventos de secas intensas devido à atuação do anticiclone tropical atlântico, que consiste em um centro de alta pressão condicionando longos períodos de estiagem e poucas precipitações. Isso é observado nos reduzidos valores de chuva.
Os eventos extremos de chuva são frequentes nessa região em função de uma combinação de aspectos do clima e do perfil do relevo, que potencializam condições para ocorrências do efeito orográfico, evidenciando volumes mais elevados nas vertentes a barlavento.
Ilhabela e São Sebastião estão situadas no litoral norte do Estado de São Paulo. A posição geográfica litorânea potencializa a atuação na mTa e da maritimidade, importantes fatores de interferência climática. Outro elemento decisivo que afeta diretamente as condições climáticas locais é a posição da costa paulista a barlavento da Serra do Mar, parte lateral do relevo que retém parcialmente a umidade proveniente do Oceano Atlântico.
A umidade carregada pelos ventos sobe a barlavento resfria e provoca a formação de nuvens com consequente precipitação de intensas chuvas orográficas. Importante frisar que o gráfico apresentado no enunciado reforça a relação entre precipitação e relevo.
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