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Leia o texto e observe a figura a seguir:
O lukasa, considerado a tábua da memória, é usado para ensinar aos iniciados sobre as origens de Luba, região de Kabongo, na República Democrática do Congo. São tábuas cobertas por contas e búzios que mapeiam jornadas do rei e a localização de lagos, árvores sagradas, residências e as capitais espirituais, representadas por grandes contas e conchas de búzios. As linhas de contas são caminhos ou rotas de migração e o longo corte no canto inferior direito da tábua representa o alto rio Congo. Diferentes lukasas podem ter configurações comuns de contas e conchas, mas a interpretação depende do rei que está sendo louvado e do conhecimento do cantor de louvor sobre a história real e das circunstâncias políticas da apresentação.
Thomas J. Bassett. Indigenous Mapmaking in Intertropical Africa. The University of Chicago Press (Adaptado).

Disponível em: https://press.uchicago.edu/.
O objetivo da representação espacial Lukasa é
indicar a rede de comunicação do mundo antigo como construção histórica da cartografia clássica.
aperfeiçoar o sistema objetivo e científico das cartas com técnicas de projeção e uso de escala.
o deslocamento marítimo com identificação das ilhas e domínio territorial a partir da cartografia.
transmitir uma visão teológica do mundo e aprimorar técnicas da cartografia grega.
registrar o território e transmitir a memória cultural com o desenvolvimento de formas de mapear.
O lukasa é um mapa tradicional de madeira do povo Luba, na República Democrática do Congo, que usa contas, búzios e entalhes para localizar elementos importantes do espaço, como o alto rio Congo, lagos, árvores sagradas, rotas de migração e capitais espirituais. Diferente dos mapas modernos que utilizam escalas matemáticas e projeções científicas, essa "tábua da memória" funciona como um guia visual para a tradição oral, cuja leitura depende do conhecimento do narrador. Por meio dela, os contadores de histórias ensinam aos mais jovens a origem do seu povo, as jornadas dos reis e o contexto político da comunidade. Por unir a localização geográfica com a preservação da história coletiva.
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