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Em 28 de janeiro de 2025, dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), divulgou o balanço das ações realizadas ao longo de 2025. Nota-se que 68% das pessoas identificadas em condição análoga à escravidão no Brasil foram resgatadas no meio urbano, superando o número no meio rural, diferente de 2024, quando esse percentual era de 30%.
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/ (Adaptado).

*CNAE: Classificação Nacional de Atividades Econômicas.
O resgate de atividades com trabalho análogo à escravidão nos centros urbanos explica-se pela
alta empregabilidade na construção e ausência de respaldo legal para punição de empregadores.
contratação de empresas públicas para gerenciar a contratação de trabalhadores no cultivo de café.
expansão do setor de serviços e da construção civil, elevada taxa de desemprego e informalidade.
concentração fundiária, isolamento geográfico e falta de fiscalização das condições de trabalho.
redução das desigualdades sociais nas cidades, que favorece relações flexíveis de trabalho.
O texto de apoio destaca que, no balanço divulgado, 68% dos resgates de trabalhadores em condição análoga à escravidão no Brasil ocorreram no meio urbano, superando o meio rural. Ao analisar o gráfico das atividades com mais resgates (CNAE), verifica-se o forte predomínio de setores tipicamente urbanos ou ligados à infraestrutura e aos serviços: Obras de alvenaria (601 resgates), Administração pública em geral — frequentemente associada à terceirização de serviços urbanos, limpeza e conservação (341 resgates) e Construção de edifícios (186 resgates). Nesse cenário, a informalidade assume um papel central: diante do desemprego elevado, muitos trabalhadores aceitam vínculos precários e sem registro formal, ficando à margem da proteção trabalhista e da fiscalização direta.
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