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O ano de 1808 tem aparecido nos estudos de História como um marco ímpar. Além de significar o ato final da quebra do “exclusivo colonial”, através da fixação da Corte no Rio de Janeiro, representa também um avanço significativo da internalização do capital nativo no Centro-Sul.(...) Além de dispor dos recursos peculiares de um centro políticoadministrativo, a Corte constituía-se no mais importante entreposto comercial de todo Centro-Sul e, portanto, era ponto de atração e repulsão da população, o que garantia um significativo deslocamento de pessoas em todas épocas do ano. Em termos de consumo, vale também considerar os novos padrões instituídos pela presença de delegações diplomáticas e altos comerciantes além dos estratos burocráticos e militares ali estabelecidos.
Alcir Lenharo. As tropas da moderação. São Paulo: Símbolo, 1979.
De acordo com o excerto, o processo econômico e social desencadeado a partir de 1808 no Rio de Janeiro contribuiu para a
exportação dos lucros gerados pela agricultura, comércio e tráfico negreiro.
manutenção do monopólio comercial portuário pelos negociantes portugueses.
diversificação dos padrões de abastecimento e consumo por meio do comércio internacional.
redução do fluxo migratório para o Centro-Sul, com a redução da corte às atividades da burocracia estatal.
adoção de medidas protetivas para o capital nativo contra a concorrência das delegações diplomáticas.
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