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Sem alternativas
[...] e eu fiquei pra vos contar a história. Por isso que vim aqui. Me acocorei em riba destas folhas, catei meus carrapatos, ponteei na violinha e em toque rasgado botei a boca no mundo cantando na fala impura as frases e os casos de Macunaíma, herói da nossa gente.
Tem mais não.
O trecho acima está no epílogo que Mário de Andrade escreveu para o seu romance Macunaíma, conhecido
por glorificar o passado épico e lendário dos povos das nossas florestas.
pelas bases estéticas que aproximaram o modernismo de 22 da geração de 45.
como uma tentativa inglória de bem definir o que seria o caráter nacional do brasileiro.
pelo compromisso de honrar os valores nacionalistas que constroem nosso futuro.
por satirizar a preguiça do caipira inculto, cultivando seus hábitos retrógrados.
A alternativa C é a correta porque Macunaíma, sintetizado pelo subtítulo "o herói sem nenhum caráter", representa a busca de Mário de Andrade por apreender a identidade e a formação cultural do povo brasileiro — uma tarefa "inglória" dada a impossibilidade de definir um caráter único, fixo ou homogêneo para uma nação tão diversa e cheia de contradições. As demais alternativas estão incorretas pois a obra rompe com o indigenismo romântico e a glorificação do passado (descartando a A), pertence à primeira fase vanguardista do Modernismo e não à Geração de 45 (descartando a B), satiriza o ufanismo em vez de honrar valores nacionalistas tradicionais (descartando a D) e utiliza o folclore para criar uma síntese mítica da brasilidade, superando a mera sátira pontual ao caipira retrógrado (descartando a E).
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