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Em um livro inédito, um linguista, com base em muitas línguas que ele pesquisou na Amazônia brasileira, mostra que muitas culturas não pensam da mesma forma o tempo, o espaço ou os números. Algumas línguas têm muitas palavras para descrever um conceito como tempo. Outras, como a Tupi Kawahib, sequer têm uma definição de tempo, por exemplo.
Essas discrepâncias são muito maiores do que apenas diferenças culturais, argumenta o especialista. Elas determinam de forma profunda como cada ser humano percebe e pensa o mundo. Para entender isso, outros linguistas estão se debruçando sobre muitas línguas que não eram devidamente estudadas no passado — sobretudo na Amazônia. Mas eles correm contra o tempo, já que a modernidade está "matando" línguas em um ritmo mais acelerado, com povos indígenas tendo cada vez mais dificuldade de se sustentarem sem o aprendizado de outros idiomas.
Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 15 dez. 2024 (adaptado).
Pesquisas como as divulgadas no livro sobre as línguas da Amazônia são importantes para
ampliar o repertório dos falantes dessas línguas.
diminuir as diferenças entre os usuários dessas línguas.
valorizar a diversidade de características dessas línguas.
dificultar a interferência de outras culturas nessas línguas.
estimular o ensino de outros idiomas aos falantes dessas línguas.
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