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O exercício da virtude diz respeito aos meios. Por conseguinte, a virtude também está em nosso poder, do mesmo modo que o vício, pois quando depende de nós o agir, também depende o não agir, e vice-versa; de modo que quando temos o poder de agir quando isso é nobre, também temos o de não agir quando é vil; e se está em nosso poder o não agir quando isso é nobre, também está o agir quando isso é vil. Logo, depende de nós praticar atos nobres ou vis, e se é isso que se entende por ser bom ou mau, então depende de nós sermos virtuosos ou viciosos.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural, 1991.
A reflexão proposta por Aristóteles, acerca das ações voluntárias ou involuntárias, mostra-se fundamental para a sua Ética porque infere a
imperfeição dos homens à obra do acaso.
abstenção da culpa pela subordinação a terceiros.
eventualidade dos fenômenos à imanência do cosmos.
transcendência dos valores à determinação dos deuses.
responsabilidade do agente pelas consequências das escolhas.
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