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Último país a abolir formalmente o trabalho escravo, o Brasil atualmente concentra o segundo contingente de população negra do mundo, ficando atrás apenas da Nigéria.
O legado do passado escravista, aliado à omissão histórica do Estado brasileiro em face das desigualdades raciais e étnicas, produziu uma gama de iniquidades resultantes do racismo, do preconceito e da discriminação racial.
A cor ou raça dos indivíduos funciona como um diferencial na distribuição de direitos e oportunidades. Ressalta-se a situação das mulheres negras que, ao longo do século 20, mantiveram-se, no campo do trabalho e de remuneração, em desvantagem em relação aos brancos, homens e mulheres, quanto em relação aos homens negros. Além disso, os poucos negros e negras que conseguem ascender socialmente não estão imunes à discriminação racial.
Todos os indicadores sociais atestam que recaem sobre a parcela negra dos brasileiros inúmeras mazelas sociais, violência e violação de direitos. As desigualdades e discriminações de natureza racial são evidentes no cotidiano e comprovadas por variadas estatísticas.
Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Disponível em: www.gov.br/saude.
Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).
Para sustentar a ideia de que no Brasil o racismo é historicamente estrutural, esse texto
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