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A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença genética irreversível causada pela perda de função das duas cópias (materna e paterna) do gene SMN1, localizado no cromossomo 5. Esse gene codifica a proteína SMN, que promove a sobrevivência dos neurônios motores. Sem ela, esses neurônios degeneram e deixam de transmitir os comandos do cérebro aos músculos. Como consequência, ocorre perda progressiva do tônus e da força muscular, e a criança apresenta dificuldades para manter o corpo ereto, sentar-se, segurar objetos, engolir e respirar. Um dos tratamentos aprovados para AME é a terapia gênica, na qual um vírus modificado em laboratório transporta às células da medula espinhal uma cópia funcional do SMN1. Em um teste com 126 participantes de 14 países, entre eles o Brasil, a terapia melhorou significativamente a capacidade de crianças e adolescentes de manter a postura e realizar alguns movimentos.
(https://revistapesquisa.fapesp.br, 03.02.2026. Adaptado.)
O genótipo dos pais de uma criança com AME deve ser heterozigoto: Aa. O gene é encontrado em duas moléculas de DNA: uma no cromossomo de origem materna e uma no cromossomo de origem paterna.
A unidade funcional contrátil presente no interior de uma fibra muscular esquelética é denominada sarcômero. Na técnica do DNA recombinante, um gene sem a mutação é ligado ao DNA viral, que irá funcionar como um vetor do gene para células de uma pessoa com AME. Assim, ela recebe o novo gene e passa a produzir a proteína funcional.
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