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Para avaliar riscos ao abastecimento urbano em Regiões Metropolitanas (RM), onde há alta demanda hídrica, é necessário considerar, além da precipitação e da evaporação, a sazonalidade das chuvas, o armazenamento e a demanda urbana por água. Nos mapas a seguir, a precipitação acumulada anual indica a entrada de água no sistema atmosférico, enquanto a evapotranspiração potencial anual expressa a demanda atmosférica por água.
Mapa 1
Normais Climatológicas do Sudeste Brasileiro – (1991-2020) – Precipitação Acumulada (em mm) – Anual

(Adaptado do mapa “Precipitação acumulada mensal e anual: 1991-2020”.
Disponível em https://clima.inmet.gov.br/NormaisClimatologicas/1991-2020/precipitacao_acumulada_ mensal_anual. Acesso em 15/05/2026.)
Mapa 2
Normais Climatológicas do Sudeste Brasileiro – (1991-2020) – Evapotranspiração Potencial (em mm) – Anual

(Adaptado do mapa “Evapotranspiração potencial mensal e anual: 1991-2020”. Disponível
em https://clima.inmet.gov.br/NormaisClimatologicas/1991-2020/evapotranspiracao_
potencial_mensal_anual. Acesso em 15/05/2026.)
Marque a alternativa correta, considerando as informações da questão e dos mapas.
Na RM de Belo Horizonte, os valores médios anuais de precipitação e evapotranspiração potencial estão em faixas semelhantes. Essa condição indica disponibilidade hídrica ao longo do ano e tende a reduzir a necessidade de alertas frequentes nos sistemas de abastecimento.
Na RM do Rio de Janeiro, os valores médios anuais de precipitação e evapotranspiração potencial estão em faixas distintas. Essa condição possibilita o equilíbrio hídrico ao longo do ano e assegura o atendimento regular da demanda urbana dispensando a necessidade da emissão de alertas.
Na RM de São Paulo, embora as médias anuais de precipitação sejam superiores às de evapotranspiração potencial, a sazonalidade das chuvas, o armazenamento e a elevada demanda urbana exigem monitoramento constante dos reservatórios, demandando alertas em períodos de menor disponibilidade hídrica.
Na RM de Vitória, as médias anuais de evapotranspiração potencial são superiores às médias anuais de precipitação. Essa condição indica maior vulnerabilidade hídrica, o que aumenta a necessidade de monitoramento da sazonalidade das chuvas e dos sistemas de abastecimento.
Alternativa A: incorreta. Sobre a RM de Belo Horizonte: ao cruzar os mapas para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (marcada com o número 1), observa-se que ela se localiza em uma faixa de transição com menor volume de chuvas anuais em comparação com o litoral ou com o sul da região, além de apresentar índices consideráveis de evapotranspiração. Isso gera um balanço hídrico mais apertado e períodos de estiagem no inverno tropical, o que torna os sistemas de abastecimento vulneráveis e exige monitoramento e alertas constantes, e não o oposto.
Alternativa B: incorreta. Sobre a RM do Rio de Janeiro: embora o Rio de Janeiro (número 2) receba volumes consideráveis de chuva, as grandes metrópoles concentram enorme população e têm demanda hídrica elevada. Além disso, a sazonalidade (períodos de seca bem definidos) afeta os reservatórios locais, o que torna a emissão de alertas de escassez e o monitoramento rotinas indispensáveis, nunca dispensáveis.
Alternativa C: correta. Sobre a RM de São Paulo: na Região Metropolitana de São Paulo (número 3), os índices de precipitação anual são altos (superiores aos da evapotranspiração). Contudo, o grande desafio da metrópole não é a falta de chuva no ano todo, mas sim a sazonalidade (chuvas concentradas em alguns meses e estiagem em outros), somada à enorme demanda urbana de uma megalópole e à capacidade limitada de armazenamento dos reservatórios (como o Sistema Cantareira). Isso obriga os órgãos gestores a realizar monitoramento constante e a emitir alertas nos períodos de menor disponibilidade de água.
Alternativa D: incorreta. Sobre a RM de Vitória: no litoral do Espírito Santo, os índices anuais de precipitação mostram-se equilibrados ou superiores à demanda da evapotranspiração potencial indicada no mapa 2 para aquela faixa específica, não configurando a vulnerabilidade generalizada sugerida a ponto de invalidar as demais dinâmicas locais da questão.
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