Fique por dentro das novidades
Inscreva-se em nossa newsletter para receber atualizações sobre novas resoluções, dicas de estudo e informações que vão fazer a diferença na sua preparação!
Questão ativa
Já visualizadas
Não visualizadas
Resolução pendente
Questão anulada
Sem alternativas
O Censo Demográfico de 2022 revelou mudanças importantes na distribuição da população brasileira. Embora as grandes metrópoles continuem concentrando expressivo contingente populacional, muitas cidades ascenderam à condição de médio porte, consideradas como municípios não capitais com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, apresentando crescimento significativo entre 2010 e 2022. A tabela a seguir apresenta essas mudanças.
As 10 cidades brasileiras entre 100 mil e 500 mil habitantes com maiores taxas de crescimento urbano entre 2010 e 2022.
| Município | População em 2010 |
População em 2022 |
Taxa de Crescimento (%) |
| Senador Canedo (GO) | 84.443 | 155.635 | 84.31 |
| Fazenda Rio Grande (PR) | 81.675 | 148.873 | 82.27 |
| Luís Eduardo Magalhães (BA) | 60.105 | 107.909 | 79.53 |
| Parauapebas (PA) | 153.908 | 267.836 | 74.02 |
| Sinop (MT) | 113.099 | 196.312 | 73.58 |
| Sorriso (MT) | 66.521 | 110.635 | 66.32 |
| Camboriú (SC) | 62.361 | 103.074 | 65.29 |
| Palhoça (SC) | 137.334 | 222.598 | 62.09 |
| Maricá (RJ) | 127.461 | 197.277 | 54.77 |
| São José de Ribamar (MA) | 163.045 | 244.579 | 50.01 |
(Elaboração: Comvest, 2026, a partir de IBGE Cidades. Disponível em https://cidades.
ibge.gov.br/brasil/panorama. Acesso em 07/08/2026.)
Considerando a dinâmica recente da urbanização brasileira, assinale a alternativa que associa corretamente os vetores que explicam o crescimento das cidades de médio porte no país.
O avanço do front agrícola e mineral, de exploração de combustíveis fósseis e de atividades turísticas, combinado com o fortalecimento da dispersão metropolitana para as áreas semirrurais onde ocorre a expansão do mercado imobiliário.
O crescimento da industrialização de base que atrai pessoas de distinta condição econômica para o interior do país e para áreas litorâneas portuárias concentradoras de atividades empresariais corporativas.
O enfraquecimento das redes ilegais e da violência no interior do país, onde as forças de segurança pública estão mais preparadas para combater as atividades ilícitas de gangues urbanas e de controle do crime organizado.
O reforço dos programas governamentais de moradia popular que ajudam a reduzir o déficit habitacional, com transferência de população de áreas precarizadas de elevado adensamento urbano para cidades do interior do país.
O Censo 2022 indicou uma tendência brasileira de crescimento mais acelerado das cidades de porte médio, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes. A tabela apresenta o crescimento de algumas cidades médias com características econômicas bem específicas; Luís Eduardo Magalhães (BA) está situada no Matopiba, fronteira agrária da soja e do gado, Sinop e Sorriso (MT) são cidades associadas ao agronegócio do Centro-Oeste; Camboriú (SC) é um polo turístico; Parauapebas (PA) está na região mineradora da Serra dos Carajás; Maricá (RJ) é financiada pela renda do petróleo proveniente do Campo de Búzios na Bacia de Santos; São José de Ribamar (MA) e Palhoça (SC), embora em estado diferentes, estão associadas à pendularidade em regiões metropolitanas. Desta forma, temos:
Alternativa A: correta. Reúne frentes agropecuárias e minerais, exploração de combustíveis fósseis, turismo e expansão de áreas metropolitanas para municípios vizinhos. Essa combinação ajuda a explicar o crescimento de cidades com perfis econômicos e localizações distintos.
Alternativa B: incorreta. Atribui o crescimento à industrialização de base (siderurgia, química pesada, bens de produção) e a áreas portuárias com atividades corporativas, porém, nenhuma das cidades apresentadas na tabela se caracterizam por este processo.
Alternativa C: incorreta. Atribui o crescimento à segurança pública e à redução da criminalidade no interior, mas o enunciado não fornece dados que sustentem essa relação e estudos acerca da violência contradizem tal afirmação.
Alternativa D: incorreta. Afirma que a população teria sido transferida de áreas urbanas precárias para cidades do interior. A tabela mostra crescimento populacional, mas não demonstra essa transferência nem permite atribuí-la a programas habitacionais, uma vez que esses programas de moradia popular não estão ainda equacionando de maneira satisfatória o déficit habitacional.
Inscreva-se em nossa newsletter para receber atualizações sobre novas resoluções, dicas de estudo e informações que vão fazer a diferença na sua preparação!