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O escritor Lima Barreto está associado ao período literário conhecido como Pré-Modernismo, em que, prenunciando a estética modernista, a idealização romântica dá lugar a um nacionalismo crítico, no qual problemas sociais são expostos.
Nesse contexto, são tópicos centrais problematizados em “O homem que sabia javanês”:
a erudição da elite brasileira e o enaltecimento da cultura europeia.
o falso intelectualismo e a valorização das aparências.
o patriotismo exacerbado e o apego às tradições.
a tirania da elite brasileira e a desigualdade social.
a opulência da elite brasileira e a desvalorização do saber acadêmico.
Narrado em primeira pessoa pelo protagonista Castelo, o conto “O Homem Que Sabia Javanês” corresponde a um relato em que a personagem principal apresenta a forma como alcançou posições sociais na elite brasileira sustentando-se exclusivamente com mentiras e um comportamento dissimulado. No conto, Castelo engana um senhor idoso fazendo-o acreditar em uma mentira: o protagonista alega que domina uma língua inusitada e é contratado pelo senhor para traduzir um livro produzido nesse idioma. A partir disso, consegue galgar relações com figuras importantes da elite nacional. O livro é, dessa forma, uma sátira criada por Lima Barreto na intenção de denunciar o modo como a sociedade brasileira valorizava a aparência em detrimento da honestidade nas relações humanas, temática que se opunha aos ideais românticos. Castelo é, desse modo, uma antítese à figura do herói da literatura romanesca, o que permite classificar o conto como um exemplo da literatura pré-modernista.
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