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Assinale a alternativa que NÃO apresenta interpretação possível em relação ao texto 1.
No início do conto de Lima Barreto, a expressão “as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades” refere-se aos expedientes e artifícios utilizados pelo narrador para enganar pessoas e instituições em benefício próprio.
A trajetória do narrador-personagem revela uma crítica ao intelectual de “fachada” e ao bacharelismo no contexto social retratado.
É possível identificar, ao longo do texto, o protagonista como um arquétipo do pícaro, figura utilizada por Lima Barreto para satirizar a superficialidade das relações sociais e a valorização das aparências.
Lima Barreto, por meio da evolução de Castelo, lança uma ode ao nepotismo e ao prestígio obtido por indicações pessoais, apresentando a ascensão social do protagonista à carreira diplomática.
Embora apresente traços de erudição, a linguagem do conto também incorpora marcas de oralidade e coloquialismo, especialmente nos diálogos e na forma como Castelo narra suas aventuras.
Uma ode corresponde a um tipo de texto usado para enaltecer uma imagem, figura ou pessoa e é amplamente utilizada em contextos românticos. A partir dessa definição, é inadequado classificar o conto “O homem que sabia javanês” como uma ode, tendo em vista que o propósito do texto criado por Lima Barreto é justamente o oposto ao tom elogioso próprio de odes: o autor pré-modernista busca criar uma sátira da sociedade burguesa do Brasil, expondo, a partir da saga da personagem Castelo, uma estrutura social pautada apenas em aparências.
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