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Leia o poema de José Paulo Paes a seguir:
À Bengala
Contigo me faço
Pastor do rebanho
De meus próprios passos.
(PAES, J. P. Prosas seguidas de Odes Mínimas. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 61.)
No poema, a palavra e o objeto bengala, com quem dialoga o eu-lírico,
indicam apoio material como extensão da imaginação, fantasia consequente da dificuldade de comparação entre o rebanho e os passos do eu-lírico.
exprimem apoio psicológico como extensão do trauma, imagem recuperada pela associação entre os passos do rebanho e os do eu-lírico.
expressam o protagonismo daquele que conduz, condição recuperada pela aproximação semântica entre as palavras bengala e cajado.
invocam a fragilidade daquele que lamenta, dissolução sintática criada pela substituição da palavra cajado pela palavra bengala.
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