Fique por dentro das novidades
Inscreva-se em nossa newsletter para receber atualizações sobre novas resoluções, dicas de estudo e informações que vão fazer a diferença na sua preparação!
O poema abaixo, de João Cabral de Melo Neto, integra o livro A escola das facas.
A voz do canavial
Voz sem saliva da cigarra,
do papel seco que se amassa,
de quando se dobra o jornal:
assim canta o canavial,
ao vento que por suas folhas,
de navalha a navalha, soa,
vento que o dia e a noite toda
o folheia, e nele se esfola.
Sobre o poema é INCORRETO afirmar que a descrição
com para o som das folhas do canavial com o da cigarra.
põe em relevo a rusticidade da plantação de cana-deaçúcar.
destaca o som do vento que passa pela plantação.
associa o som do canavial com o amassar das folhas de papel.
faz do vento a navalha que corta o canavial.
O poema não nega ser cabralino: objetivo, conciso, rápido, porém não implica ausência de poeticidade. O foco do poema parte do título “A voz do canavial” e dá ênfase à sonoridade do canavial, comparando sua voz ao canto da cigarra, ao som de papel a ser amassado, ao barulho de jornal a ser dobrado e dá continuidade ao apelo auditivo ao mencionar o vento soando por entre as folhas do canavial.
A alternativa B é a única que não trata da exploração do potencial acústico advindo da voz do canavial. A plantação de cana-de-açúcar não é o foco do poema, e sim o som que parte do canavial.
ITA 2015 - Português
ITA 2015 - Português
ITA 2015 - Inglês
Inscreva-se em nossa newsletter para receber atualizações sobre novas resoluções, dicas de estudo e informações que vão fazer a diferença na sua preparação!