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O poema abaixo, de Manuel Bandeira, pertence ao livro Lira dos cinquentanos.
Velha chácara
A casa era por aqui ...
Onde? Procuro-a e não acho.
Ouço uma voz que esqueci:
É a voz deste mesmo riacho.
Ah quanto tempo passou!
(Foram mais de cinquenta anos.)
Tantos que a morte levou!
(E a vida... nos desenganos...)
A usura fez tábua rasa
Da velha chácara triste:
Não existe mais a casa...
– Mas o menino ainda existe.
O poema apresenta uma diferença entre
I. o passado (a infância) e o presente (a velhice) vivido pelo eu lírico.
II. um espaço puramente natural (o campo) e outro sociofamiliar (a casa).
III. o que é desfeito pelo tempo (a casa) e o que ele não apaga (a lembrança).
IV. a chácara (espaço ideal) e a cidade (espaço arrasado pela usura).
Estão corretas apenas:
I, II e III.
I, II e IV.
II e III.
II, III, e IV.
III e IV.
Temos, no poema em questão, dois momentos: o passado, marcado pela infância (pelo eu lírico ainda menino), e o presente, distantes entre si por “mais de cinquenta anos”.
Ao tentar recuperar o momento da infância, o bem material se desfez (a casa), mas a lembrança se faz presente dentro do sujeito lírico, que mantém o menino vivo dentro dele.
A comparação entre cidade e campo inexiste no poema.
Esse texto é exemplo da tendência tão presente nos poemas de Bandeira: a evocação de um tempo que, materialmente, não volta mais, porém poderá ser resgatado pela memória.
ITA 2015 - Português
ITA 2015 - Português
ITA 2015 - Inglês
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