Texto 1 - 2ª Fase - Dia 4 - IME 2009

Gabarito

  • Questão ativa

  • Já visualizadas

  • Não visualizadas

  • Resolução pendente

  • ANL

    Questão anulada

  • S/A

    Sem alternativas

Texto auxiliar

Texto auxiliar
1

Texto I

Imigração Japonesa no Brasil

     A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão.
     Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo.
Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada  no Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 
     Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes  chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955.
     O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de “milagre econômico brasileiro” dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros.
As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores universidades do país.
     Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento “dekassegui” por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como “dekassegui”, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso
ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato.
     Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os “dekasseguis”, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o
público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros.

Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008.

1

Downloads

  • Outros arquivos

Fique por dentro das novidades

Inscreva-se em nossa newsletter para receber atualizações sobre novas resoluções, dicas de estudo e informações que vão fazer a diferença na sua preparação!