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A capacidade inventiva e a imaginação do padre brasileiro Bartolomeu de Gusmão contribuíram, ainda que de forma precária, para o início da aeronavegação.
Bartolomeu Lourenço de Gusmão nasceu em Santos, SP, em dezembro de 1685. Cursou com o irmão, Alexandre de Gusmão, o seminário jesuíta de Belém da Cachoeira, na Bahia, onde se tornou noviço. Ordenado, mudou-se para Lisboa em 1701. De volta a Salvador, construiu uma bomba elevatória para abastecer o colégio dos padres com a água do rio Paraguaçu. Foi essa sua primeira invenção.
De volta a Portugal, apresentou a D. João V uma petição de privilégio, na qual dizia haver inventado um aparelho voador, capaz de fazer “200 e mais léguas por dia”. Entretanto, são imprecisas e contraditórias as notícias sobre as experiências com o engenho, denominado “passarola” ou “balão de São João”. Consistia numa esfera de papel, no interior da qual ardia uma chama. Alguns testemunhos dizem que na primeira apresentação, diante do rei, o balão subiu efetivamente a uma altura de 4,60 m antes de queimar-se. Outros informam que o engenho era uma armação de vime coberta de papel que teria subido a uma altura de sessenta metros, a mesma da torre de Lisboa.
Na terceira tentativa, a passarola, movida a ar quente, teria voado diante do rei e da rainha, na Casa da Índia, e descido no terreiro do Paço, em 8 de agosto de 1709. A partir de então, famoso, Gusmão passou a ser chamado de “padre voador”.
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